quem inventou o cigarro

Onde, como e quem inventou o cigarro como conhecemos?

Cigarro e Eletrônicos

O cigarro é uma das drogas lícitas mais consumidas do mundo e, de acordo com uma pesquisa da Fiocruz, os fumantes no Brasil cresceram 34% em 2020, causa atribuída à pandemia. Mas para falarmos sobre como e quem inventou o cigarro como conhecemos, é preciso voltar no tempo.

Na história do cigarro, existem tanto controvérsias como consensos. O registro de sua forma mais antiga data em torno do século IX, na América Central, consumidos em cachimbos feitos de bambu. 

A história do cigarro

Os maias e os astecas, assim como diversas tribos indígenas espalhadas pelas Américas, já consumiam diversos tipos de drogas psicoativas muito antes da chegada dos europeus. 

Na América do Sul e Central, o cigarro era embrulhado em variadas plantas. Depois da invasão europeia, o fumo foi apresentado para o resto do mundo e logo caiu no gosto das pessoas.

Na Espanha, ele passou a ser enrolado na palha de milho, um costume que perdura até os dias de hoje por meio do queridinho palheiro. 

Com a difusão do tabaco para todos os continentes, não demorou muito até ele começar a ser estudado. Em torno de 1560, Jean Nicot, um botânico e então embaixador francês residente em Portugal, passou a estudar o tabaco, lhe atribuindo propriedades medicinais.

O nome da planta se deve aos seus estudos e descobertas relacionados a ela. Em homenagem ao nome do botânico, ela ficou conhecida como Nicotiana tabacum. Assim, entre os séculos XVI e XVII, o consumo do tabaco era destinado a fins medicinais.

A (r)evolução do cigarro

Mais ou menos em 1830, o cigarro ganhou força na França, sendo chamado de cigarette. Foi então que, a partir de 1845, ele começou a ser produzido em escala industrial, tendo o monopólio estatal. 

Com isso, o cigarro, que antes era um produto com alto valor monetário e de status, inicia seu processo de popularização. 

O ponto de virada aconteceu no final do século XIX, quando a industrialização do tabaco aumentou a quantidade de cigarro no comércio, levando à baixa do preço e, em consequência, à sua disseminação popular.

Com sua industrialização, o cigarro se espalhou na velocidade da luz, e em meados do século XX, sua imagem já havia mudado completamente. Na boca do povo, o cigarro era permitido em todo os lugares possíveis, inclusive restaurantes, bares, hotéis, aviões e outros.

Quem inventou o cigarro

Apesar das controvérsias, há o consenso de que não existe um inventor real do cigarro. O que existe é James Buchanan Duke, mais conhecido apenas como Buck Duke.

De acordo com Jordan Goodman, historiador e autor do livro “Tabaco na História”, Buck Duke foi a primeira pessoa com dinheiro que viu a oportunidade de fabricar o cigarro em larga escala. 

Duke ingressou para o nicho do tabaco em 1880, com apenas 24 anos de idade. Na época, ele já tinha uma pequena equipe na Carolina do Norte, Estados Unidos, que enrolava os cigarros à mão. A marca levava seu nome, Duke of Durham.

Alguns anos depois, ele conheceu James Bonsack, um mecânico que afirmou ser capaz de construir uma máquina para fabricar cigarros. O homem nem precisou falar muito, pois Duke já acreditava firmemente na ideia de que as pessoas pagariam para ter um cigarro com simetria perfeita em mãos. 

Pensado e realizado! A máquina foi um sucesso e revolucionou a indústria tabagista. O único detalhe que faltava ajustar era a ponta do cigarro, visto que ela ficava aberta. A solução foi umedecer as pontas para ficarem mais rígidas e o cigarro não desfazer. 

Para tanto, ele contava com o auxílio de alguns aditivos químicos, como glicerina, melaço e açúcares, os quais são usados até hoje em certas marcas.

Lembrando que o Ministério da Saúde adverte: fumar faz mal para a saúde.

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