paises que ja legalizaram as drogas

Libera Geral! Conheça Quais Países já Legalizaram as Drogas

Curiosidades

A legalização dos entorpecentes ainda é um assunto polêmico em várias partes do mundo. Cada país lida com o tema da forma que acredita ser melhor. Boa parte deles, encaram o assunto como um tabu e possuem leis rígidas sobre o uso de drogas.

Considerando a droga de entrada para as outras, a maconha passou a ter um papel importante no debate para a legalização de entorpecentes no geral. A discussão vai além do vício, questionando até que ponto a liberação das drogas pode ser benéfica.

O primeiro passo é conhecer melhor cada droga. Sua origem, efeitos de uso, efeitos colaterais e como o vício pode ser tratado. Para tanto, é preciso muito estudo e pesquisa, sendo a informação a chave para um cenário mais seguro e saudável.

A maconha está entre os entorpecentes mais estudados e, apesar disso, ainda se sabe pouco sobre seu potencial. Mesmo assim, o avanço nas pesquisas, e também no consumo, mostra diversos benefícios da erva, inclusive na área medicinal.

Países que legalizaram as drogas

Ao longo dos anos, alguns países arriscaram a adotar medidas consideradas radicais e legalizaram certos entorpecentes. Os resultados tendem a ser animadores e provam que, às vezes, proibir alguma coisa pode ter efeito reverso, ou seja, aumentar seu uso.

Confira a seguir os países que estão à frente do seu tempo e deram o ousado passo de liberar entorpecentes em prol da saúde e segurança dos seus cidadãos. 

Vale ressaltar, contudo, que cada país possui suas próprias legislações a respeito do consumo de entorpecentes, o que inclui gramas de compra, transporte, cultivo e demais assuntos relacionados à droga. 

Jamaica

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Embora Bob Marley tenha popularizado a ligação da maconha com a Jamaica, a droga foi legalizada para fins medicinais ou religiosos somente em 2015. 

De acordo com as leis do país, cada pessoa pode cultivar até cinco plantas cannabis ou portar no máximo 56g da erva. Para consumir a droga, é necessário ter ao menos 18 anos e ser capaz de provar que é um rastafári ou que frequenta locais particulares.

Colômbia

colombia

Nossos vizinhos são mais gentis quanto ao porte de drogas. O país libera até 20g de maconha, 5g de haxixe e 1g de cocaína para uso individual. 

No que diz respeito ao cultivo, a Colômbia permite o plantio de até 20 mudas de cannabis em casa. Tanto para a recreação quanto para fins medicinais. 

No entanto, a comercialização é estritamente proibida. Quem for pego vendendo a droga a partir do cultivo privado, será penalizado.

Peru

peru

Se na Colômbia já era bom, no Peru as leis são ainda mais liberais. No país, o porte individual para o ecstasy é de 250mg, para a cocaína refinada é de 2g e 5g se for em pasta. A maconha também tem sua vez, sendo permitido até 8g para uso pessoal.

No entanto, o sonho de viver la vida loca é limitado apenas aos cidadãos peruanos, visto que as autoridades costumam encrencar com os turistas. Além disso, o cultivo da cannabis, embora liberado, é bastante controlado.

Holanda

holanda

Apesar de a Holanda ser muito associada à imagem liberal, o país permite o uso de maconha recreativa mais em “coffe shops”, estabelecimentos especializados em servir a droga de várias formas.

Mesmo que o consumo seja permitido nas praças e em parques públicos, a polícia local tende a fazer vista grossa para os usuários presentes ali.

Uruguai

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A legalização da maconha no Uruguai veio em 2013, com José Mujica, então presidente do país. Ele liberou o uso recreativo de até 40g mensais por pessoa, os quais podem ser adquiridos por meio do próprio cultivo, de clubes especializados ou farmácias.

Espanha

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O país descriminaliza o uso e a posse de drogas para consumo individual, contudo, caso a pessoa represente perigo público, ela pode ser multada e até ter a carteira de motorista confiscada.

Sendo assim, o limite individual para a maconha é de 75 a 100g, 3g para heroína e 7,5 para cocaína.

México

mexico

No México, é permitido o uso de 50mg de heroína, 5g de maconha e uma pílula de esctasy. Mais do que isso pode resultar em cadeia para o portador. Caso a pessoa passe por três apreensões, ela será obrigada a iniciar um tratamento, podendo responder à Justiça.

Equador

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Para não ser enquadrado como traficante, o cidadão que pretende consumir entorpecentes no Equador precisa respeitar o limite de 10g de maconha, 2g de cocaína em pasta, 1g de cocaína em pó ou 0,1g de heroína.

O exemplo de Portugal na legalização das drogas

portugal

Quando a ditadura em Portugal chegou ao fim, em meados da década de 1970, as drogas invadiram as ruas do país. Um reflexo dos anos de repreensão, isolamento, depressão e muito sangue.

O consumo de entorpecentes cresceu de forma descontrolada, na mesma proporção de doenças infecciosas e a superlotação nas prisões. O cenário social português ficou assim até o início de 1999, momento do qual o país investiu e reformulou suas políticas públicas em relação aos entorpecentes.

Por meio de debates entre a sociedade civil e o Parlamento, o Governo descriminalizou o consumo de pessoas com posse de até 10 doses de qualquer substância ilícita. Embora o mesmo já ocorresse na Espanha, o que tornou o ato revolucionário foi a forma como os usuários passaram a ser tratados.

Aos poucos, as pessoas dependentes químicas, deixaram a marginalização e receberam tratamentos através de programas de cuidados, sendo distanciadas da imagem de criminosos.

De início, o consumo não reduziu, porém, os resultados foram rápidos. De acordo com a Agência Piaget para o Desenvolvimento (Apdes), a heroína e a cocaína, por exemplo, duas das drogas mais complicadas de lidar, caiu de 1% para 0,3% de usuários. 

Da mesma forma, a contaminação de HIV e outras doenças infecciosas caiu pela metade, passando de 104 novos casos por milhão, em 1999, para 4,2 em 2015. Bem como as prisões por causa de entorpecentes, que sofreu uma queda de 75% para 45%.

Portugal passou a tratar os dependentes químicos como seres humanos que precisavam de ajuda. Com isso, ao invés de persegui-los e marginalizá-los, o país investiu pesado na informação, atendimento médico e serviços aos dependentes.

Tais serviços incluem centros de aplicação oferecidos pelo governo. No local, eles cedem agulha nova e o que mais for necessário para o usuário se aplicar. Essa ação permite o controle de infecções por material contaminado. Todo o processo do consumo é supervisionado por profissionais da saúde.

Essas e outras mudanças no sistema social voltados à reabilitação de dependentes químicos, fez de Portugal um exemplo para tantos outros países. A terra lusa se transformou, tendo o modelo de estratégia defendido até mesmo pela Organização das Nações Unidas (ONU)

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